segunda-feira, 9 de novembro de 2020

CRÓNICA DE CAROLINA BAPTISTA As mil vidas do leitor

 

“Um leitor vive mil vidas antes de morrer. O homem que nunca lê vive apenas uma.” (George Martin)

     Estamos a aproximar-nos de uma realidade mais triste, onde cada vez menos pessoas leem regularmente e preferem usufruir dos seus tempos livres nas redes sociais ou noutras atividades intimamente relacionadas com a tecnologia, que em nada contribuem para o homem da mesma maneira que os livros.

     É indiscutível a afirmação de que os livros expandem os horizontes culturais de quem os lê, mas não ficam por aí. Aliás, como é referido na frase de George R.R. Martin, a literatura é o melhor (e talvez o único) meio de viver uma vida para além da própria. E, pessoalmente, não discordo minimamente dessa afirmação! O mundo literário faz-nos, constantemente, entrar no cenário, sentir cada aspeto descrito …como se conseguisse tornar as nossas simples vidas em algo mais interessante!

      Claro que os defensores das adaptações cinematográficas têm uma resposta na ponta da língua contra os que preferem as versões em papel. Algo do género: “Para além dos filmes e séries serem mais fáceis de compreender, o cenário, as personagens, as cores já foram criadas. Há muita mais vivacidade e emoção no que vemos do que, propriamente, num ajuntamento de palavras”.

     Ora, penso que esse argumento é o que torna a vida dos leitores tão cativante e é, simultaneamente, a chave para compreender a frase de George Martin: a possibilidade de sermos nós a projetar mentalmente o mundo literário ao invés de nos limitarmos a algo decidido pelo realizador é, no meu ponto de vista, o que nos abre a porta para viver outra história, outra vida, vezes e vezes sem conta!

      O poder dos livros sobre o homem é o poder da sua própria mente! 

Carolina Baptista, nº4, 10ºD

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